
Irlanda. Terra de Guinnes, do trevo de quatro folhas, de "Whiskey In A Jar", do U2 e até do Stiff Little Fingers, mas que agora é mais conhecida como a pátria mãe do Flogging Molly, o último surto de criatividade na cena hardcore punk mundial.
Misturando hardcore, música celta e música floclórica irlandesa, o grupo acaba de lançar seu segundo álbum, "Drunken Lullabyes", e se consolida de vez como revelação mundial da cena punk.
Com uma curta carreira, o Flogging Molly, após lançar seu primeiro álbum, "Alive Behind the Green Door" (1998), totalmente ao vivo e de forma independente, nos brindou com "Swagger" no ano 2000 e entrou para o time dos grupos que correm o mundo nos grandes festivais de punk rock, como a Warped Tour e a Descontruction Tour.
Em "Swagger", músicas como "Devils Dance Floor", "Salty Dog" e "Selfish Man" mostraram todo o potencial e criatividade da banda, mas também rotulou-os como "filhos do The Pogues", grupo este que é uma das mais claras influências para a sonoridade do conjunto, que cria suas melodias através de guitarra/baixo/bateria, adicionados a violinos, sanfonas, bandolins e acordeons.
Após dois anos de grandes tours mundiais ao lado de nomes como Mighty Mighty Bosstones e aparições em grandes programas de TV americanos, como o Connan O' Brien Show, os rapazes vêm agora com "Drunken Lullabyes", lançado neste primeiro semestre nos EUA selo Side One Dummy. Neste disco, assumem ainda mais sua posição de sucessores do Pogues, com uma sonoridade mais trabalhada e um pouco mais lenta, mas continuam firmes e fortes com sua originalidade.
Esperando começar mais uma temporada de festivais de verão nos EUA, o Flogging Molly continua, dia após dia, a conquistar novos fãs. Pessoas com ouvidos apurados que sabem reconhecer o diferencial deles em relação a outras milhares de bandas de hardcore e de meros clones do grande Pogues. Seria esta sua nova banda favorita no meio hardcore? Ouça e comprove. |