Stone Temple Pilots - S/t (2010) - Atlantic por: Aline Durigan
Após o “hiato” de sete anos do Stone Temple Pilots – o grupo havia se separado em 2003 – e nove anos de jejum de álbuns – o último criado havia sido o “Shangri-La Dee Daa”, em 2001 –, a banda norte-americana liderada por Scott Weiland lança outro disco, homônimo. Como fã de STP, confesso que tive uma pontada de desapontamento ao ouvi-lo.
A primeira faixa do CD é a chatinha “Between the Lines”. A música tem uma melodia agitada e alegremente entediante; a letra é fraca e, pelo lançamento do videoclipe, acredito que este era pra ser o hit do disco. Não colou. Em “Take a Load Off”, a pegada grunge é resgatada após ter sido “torturada” em “Between the Lines”. Mesmo assim, a música é muito repetitiva. “Huckleberry Crumble” parece ser do Aerosmith. A faixa número três é boa. Digamos assim: se eu fosse a um show do Stone Temple Pilots, essa seria uma música do álbum pela qual eu ansiaria.
Ao pular para a faixa quatro, tive a impressão de estar ouvindo um álbum diferente, pois, apesar de algumas semelhanças com as canções anteriores, “Hickory Dicotomy” se sobressai. Ainda com um quê de Aerosmith, a música envolve e faz a gente ter vontade de sair andando e cantando pela sala só de óculos escuros, com um pedestal de microfone bem agarrado às mãos. “Dare if you Dare” é mais parada, tende para o clássico e é ótima pra ouvir na estrada em um dia ensolarado.
“Cinnamon” lembra New Order, com uma melodia agradável e um refrão que “gruda” na cabeça. O instrumental de “Hazy Daze” é muito bom e fica melhor ainda com o timbre de Scott Weiland. “Bagman” é um trocadilho com a vinheta de Batman; a letra é pequena, mas nos instiga a decifrar as entrelinhas. “Peacoat” é boa, mas descartável. “Fast as I can” é, com certeza, a melhor faixa do álbum e é a cara de Weiland. “First Kiss on Mars” me lembra New Order, de novo. Para encerrar o CD, a balada Maver, linda.
A impressão que eu tenho é de que a banda se perdeu com a separação e ainda não conseguiu retomar a sintonia de antes. O álbum tem faixas muito boas, mas nada que possa equiparar-se aos dois primeiros lançados pelo grupo – Core (1992) e Purple (1994) –, que contam com as memoráveis “Interstate Love Song”, “Plush”, “Creep” e “Vasoline”.
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